Este blog é um espaço livre para se falar sobre viagens, roteiros, turismo, para amantes de aventuras como eu. É muito bom ter a liberdade de ir e vir para onde quiser, quando quiser!!!!
BEIJING - Uma Idosa senhora
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Começamos com uma curiosidade, afinal é Beijing ou Pequim? Respondendo, nos anos 2000 o governo chines adotou oficialmente o sistema Pinyn - Saiba mais (romanização do mandarim), assim agora a capital da China não se chama mais Pequim e sim Beijing.
Uma anciã imortal de 3.000 anos; foi aqui que apareceu o Homem de Beijing, um dos elos mais antigos da humanidade, então .... realmente é bem velhinha. Passou por muitas transformações, com muitas dinastias indo e vindo. Até o terror do Ocidente, Genhis Kan, lhe deixou forte marca. Todo esse vai e vem de povos, Han, Qin, Manchus, Mongóis, entre tantos moldaram essa capital tão interessante.
Imagem retirada de arquivo de imagens
Beijing é o centro político e cultural da China. A modernidade se encontra nas suas muitas avenidas expressas, seu transporte público de qualidade, nos arranha-céus por todos os lados, na super segurança.
Mas sua história esta lá fincada, preservada em edifícios milenares, nos tantos hutongs Saiba Mais que ainda restam, na Cidade Proibida, no Palácio de Verão, no lindo Templo do Céu, entre tantos.
Fragmento da pintura da Din. Qi do Norte, Museu Nacional de Arte
O povo é afável e vivem em fazem tudo em comunidade, aparentemente. Em plena rua ao final do dia você poderá encontrar um grupo dançando e os passantes olham, gostam e entram no espírito, mais adiante vai encontrar um grupo de velhinhos cantando velhas canções.
O que mais gostei foi esse misto de meio cidade prosaica, interior e você anda um pouco lá estão os prédios modernos, enormes, tudo meio misturado. A transformação de Beijing é visível pela quantidade de mega guindastes trabalhando, subindo enormes edifícios.
Andando você se depara com quadras inteiras que foram desocupadas e demolidas para construção de novas moradias. Não são prédios pequenos, grudados como os nossos, são arranha-céus com áreas enormes entre um e outro, lindos. Aqui o futuro não para, atropela..
Você sai andando se perdendo pelas ruazinhas e encontra ora um huntong antigo, mais adiante um conjunto de apartamentos bem antigo, uns tijolões sem arquitetura nenhuma antigos... entra em um restaurante local e é atendido por pessoas que sorriem curiosos do que um estrangeiro esta fazendo perdido pelo seu bairro, criando coragem para perguntar de onde você é. É só falarBāxī (Brasil em Chinês), logo o sorriso aumenta. Eles adoram o nosso futebol. É incrível como o futebol brasileiro derruba a barreira linguística, foi assim no Japão, na Korea e agora aqui. Uma delícia!
No primeiro dia fomos às duas atrações acompanhadas de guia, ficamos ressabiadas sobre como nos locomover e conseguir nos comunicar, ledo engano, foi muito mais fácil do que achava. Andar de metro por aqui é muito fácil e intuitivo.
Passamos a manhã no Palácio de Verão e a tarde gastamos com a Cidade Proibida. Por fim achamos que não valeu muito o guia pois além de andar pelas construções não nos acrescentou mais sobre a história da atração do que já havia lido. Valeu foi a mordomia de ter carro com motorista disposição e companhia que falava a língua.Quando voltar vou sozinha, com certeza.
Quando a capital foi transferida para Pequim pelo Imperador Wányán Liàng, da Dinastia Jin (1115-1234), já havia um Palácio construído no local da atual Colina da Longevidade e com o tempo foi sofrendo reformas. Em 1749, o Imperador Qianlong encomendou trabalhos para os jardins imperiais aos quais a colina pertencia.
O Palácio de Verão, ocupa uma área de quase 3 quilômetros quadrados, sendo 3/4 só com o lago Kunming. É uma obra-prima dos jardins chineses, dividindo-se em três zonas: a zona administrativa, com o solene Salão Renshou; a zona habitacional, com salões como Leshou, Yulan e Yiyun como residência e a zona cénica em torno da Colina da Longevidade e do Lago Kunming, que oferece vistas deslumbrantes e locais históricos como o Pavilhão Foxiang e a Ponte dos Dezessete Arcos.
O complexo palaciano sofreu dois ataques importantes. O primeiro durante invasão aliada anglo-francesa de 1860 (quando foi saqueado), e o segundo durante o Levante dos Boxers, num ataque levado a cabo pelas forças aliadas em 1900.
Durante a administração da imperatriz regente Ci Xi esta construiu um dos mais infames símbolos do desperdício do dinheiro público, o Navio de Mármore, um hall de festas bancado por recursos desviados da Marinha chinesa. Destruído durante a Rebelião dos Boxers (1900) por representar a decadência da monarquia, foi novamente recuperado nos anos que se seguiram.
O Palácio de Verão foi o que mais me agradou nesse dia. É bonito, bem preservado, com um lago artificial imenso. Não acreditei que haviam escavado a mão aquilo tudo. Com a terra que foi tirada criou-se uma enorme montanha onde se encontra o templo chamado TORRE DA FRAGRANCIA DE BUDA, com uma imagem de bronze dourado de Avalokiteschvara de Mil Braços (também conhecida como Guanyin Bodhisattva).
A estátua possui doze faces, vinte e quatro braços e está sentada em um trono decorado, tendo cerca de cinco metros de altura. A peça original de bronze foi fundida em 1574, durante a Dinastia Ming, sendo preservada como o foco espiritual da torre na Colina da Longevidade.
Subir até o topo é como pagar promessa, é tanta escada, tão íngreme e alto que você chega ao templo sem pecado nenhum, puro como recém-nascido, juro! Minha acompanhante e o guia nem tentaram, ficaram sentadinhos a minha espera. 😂😂😂
Onde se encontra a estatua
Do alto da colina se descortina toda a paisagem do Palácio com o lago Kunming, a Ponte dos 17 Arcos e tudo mais, muito lindo, pena que estava bem embaçado, comum durante todo o tempo em Beijing, poluição!
O Lago Kunming, é totalmente artificial, tendo o solo escavado servido para construir a Colina da Longevidade.
Os Jardins Imperiais eram constituídos por três jardins: o próprio Jardim do perfeito Brilho, o Jardim da Primavera Eterna e o Elegante Jardim de Primavera. Tinham quase cinco vezes o tamanho da Cidade Proibida. Possuíam centenas de vestíbulos, pavilhões, templos, galerias, jardins e lagos.
Outro ponto que gostei muito foi caminhar pela Grande Galeria, um corredor que percorre cerca de 700 metros do palácio, com mais de 14 mil pinturas feitas à mão que contam a história da China. Um verdadeiro show de cores, cultura e história.
Todo o complexo é primoroso e lindo, bem cuidado, você gastaria tranquilamente 1 período só passeando e curtindo cada cantinho dele. Foi uma pena termos ficado somente umas 2:30h, Não rodeamos o lago, não andamos pela rua Suzhou. Deixamos muitas coisas de lado, me parece que com guia eles seguem um roteiro. Você fica a imaginar como seria os seus dias de gloria com os jardins originais com suas folhagens e flores, deveria ser um tesouro real.
A primavera finalmente se apresentou em Beijing
A outra atração do dia foi visitar a Cidade Proibida.
O nome é meio óbvio, esse nome se deu porquesomente o Imperador, seus familiares e uma elite como nobres e eunucos, podiam ter acesso ao prédio imperial. Quem entrasse sem autorização do Imperador era executado
Estado dos Portões principal ao final do Império
Foi em seu majestoso complexo arquitetônico que 24 imperadores chineses governaram durante mais de 500 anos, desde o início do século XV, a China. Todo o complexo tem quase 10.000 cômodos.
Entrada lateral
A Cidade Proibida deixou de ser a sede do governo imperialQing (Manchu) com a Revolução Chinesa de 1911-1912. Embora alguns dos edifícios antigos (que haviam sido reparados e reconstruídos desde o século XV) tenham sido perdidos devido à devastação da grande revolução e durante a guerra com o Japão (1937-1945), o complexo foi preservado como um todo.
Pátio Externo onde ficam as bilheterias
PuyiSaber mais, o último imperador Qing, teve permissão para viver lá após sua abdicação, mas deixou o palácio (e Beijing) secretamente em 1924. No final do século XX, vários edifícios do palácio foram restaurados.
Pátio interno
O filme O Último Imperador (1987), que retrata a vida de Puyi, foi filmado em parte dentro dos muros da Cidade Proibida. Quem não lembra a cena épica dele, menino, andando sozinho ao lado de um muro imenso vermelho?
Muro do filmado O Último Imperador, todo mundo quer uma foto
Há muitos anos que a Cidade Proibidaestava em meu imaginário, assim como o Egito e o Japão, eu a achava fascinante! A realidade foi imediata, era apenas uma pequena cidade dentro de outra cidade, envelhecida, sem o clamor tão sonhado.
Pátio Principal, Salão do Imperador
Hoje é um espaço cheio de pessoas, barulhento. Temos de fazer um esforço para conseguir ver qualquer coisa de tanto turista chines, não foi nada fácil.Para mim, visitar os edifícios , andar pelos labirintos desta forma foi extremamente cansativo e um sentimento de estar num parque de diversão me veio algumas vezes, sentimento esse que não senti ao andar pelos templos do Egito.
Pátio Principal
Não vimos tudo, até porque como visitar centenas de prédios e jardins... Nosso guia só nos guiou através do corredor central e alguns edifícios dos corredores laterais. São inúmeros corredores, pátios com muralhas vermelhas e muitas torres. Alguns pátios internos eram realmente muito agradáveis e aconchegantes. Em somente estava aberto com uma exposição de estatuas de jade muito bonitos. O local era a residência de alguma concubina.
Não posso dizer que me decepcionou completamente, mas realmente me emocionou estar num lugar assim tão cheio de história.
Nosso passeio começou pelo Portal do Meridiano, cruzando-oestá o Portão da Suprema Harmonia, passando pelas pontes (arcos) sobre o Rio das Águas Douradas fica um dos pavilhões mais visitados da Cidade Proibida, a Galeria da Suprema Harmonia. É onde está o Trono do Dragão (onde os imperadores governavam), que não vimos era porque estava fechado, decepcionante.
Daqui se segue pela lateral por um sem fim de pavilhões e de pátios laterais. Fomos passando por portõeslaterais e seguindo o fluxo. Em alguns espaços pode-se ver algumas lojinhas, locais para sentar-se e descansar, porque precisa mesmo. Tem que levar muita água para aguentar o tranco.
Você não vai encontrar um restaurante, mas ao final do percurso, tem uma lanchonete com um menu de comida chinesa, bem raiz, e tem lugar para sentar, mas muito boa e há banheiros em abundância, mas lembrando que é oriental. Não conte com limpeza impecável nem papel higiênico, mas eles são funcionais.
Cachorro quente chinês com asinhas de frango picantes
Que a Cidade Proibida é vasta, eu acho que todo mundo já compreendeu. Você entra e sai em becos o tempo todo. Não há quase nada de interiores aberto à visitação. A circulação é essencialmente toda por fora, exceto quando se está cruzando algum pavilhão.
Você anda tanto e os pavilhões são tão parecidos, num mesmo estilo, que você acha que está dando voltas, que nunca vai acabar, mas após umas 3h perambulando, você finalmente se depara com o paredão ocre dos seus fundos. Aqui encontramos muitos bancos embaixo de pinheiros para descansar e muitas lojas de suvenires.
Ao sair da Cidade, você vai ver o largo fosso ao redor da Cidade Proibida, não se vê na entrada, mas pelo qual se passa aqui na saída é muito lindo. Você vai margeando-o e vendo os muros da Cidade, e é muito agradável os Chorões circundando o largo. São mais de 50m de largura com 6m de profundidade.
Acabamos nossa visita no final da tarde e então deixamos para visitar o Jardim Jingshan, que fica atrás da Cidade Proibida para o outro dia e seguimos para o hotel.
Com a barriga grudada nas costas saímos a procura de onde comer e descobrimos que o hotel estava em um lugar ótimo, cheio de restaurantes, shoppings, rua de pedestre, um luxo além, claro, de estações de metro, que usamos o tempo todo.
Escolhemos um restaurante de Pato de Pequim, mas às 18h já estava com fila e a fome não nos permitiu aguardar e lá entramos num prédio onde o cartaz nos dizia, por fotos 😂😂😂, que ali tinha restaurantes.Passeamos pelos restaurantes, escolhemos um e apontamos o dedo para a foto, até compreendemos um pouco o que a guria queria dizer mas, na verdade, verdadeira, fomos mesmo é no uni-duni-tê. Bom, não passamos mal, acertamos e com uma cerveja fechou o cardápio.
Tentamos achar no outro dia o restaurante do Pato de Pequim e não houve como achar 😒😓😉😎! Foi nosso primeiro restaurante raiz, os pratos, de plástico, cobertos com filme plástico, a água é de graça e vem na jarra, mas bebemos uma cerveja que ninguém é santo! A comida estava ótima! Pode ser a fome 😁😁!
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Que viagem maravilhosa e enriquecedora, Cláudia.
ResponderExcluirAuxiliará e muito, futuros viajantes.
Muito obrigada por compartilhar.
Querida amiga, é um prazer, primeiro relembrar os detalhes que com o tempo vai nos escapando, segundo é poder compartilhar com os amigos que gostam viajar como eu.
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